Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes (1913-1980)

 

Lo mismo pero diferente

07.11.15

Hay cosas semejantes
que no son las mismas:
una piña
no es una palma

palabras son ruido
o son poema
metales forjan armas
o cadenas
amores traen delicia
o dejan pena
vidas hay propias
o hay ajenas…

Más que velorio
somos feria
libre flama
no la vela

El Matallana